quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Emergir

Passamos a vida inteira tentando nos encaixar em padrões. Para as mulheres o velho clichê namorar-casar-ter filhos-ser dona de casa, para os homens o namorar-casar-trabalhar-ser bem sucedido. Acrescente a esses modelos de vida perfeita a barriga sarada, a alimentação saudável, o caráter ilibado, o carro do ano, o apartamento com vista para o mar e planejado por um arquiteto famoso, as viagens internacionais, a vida típica de um comercial de margarina. Balela! E das grandes, das mais ridículas.
Talvez a gente não queira casar e ter filhos e, sim, priorizar a carreira brilhante que vislumbra pra um futuro próximo ou talvez não queira o carro ou apartamento luxuoso e sim em morar em uma espelunca adornada com coisas garimpadas em brechós e andar de ônibus ou de bicicleta ou simplesmente fazer tudo a pé, sem a necessidade de mostrar para os outros um estilo novelístico de felicidade. A gente quer viajar pra lugares exóticos e não os da moda, comer por vontade (ou por gula), cometer os pecados que deixariam as carolas dos primeiros bancos das igrejas de cabelos em pé. Quer viver afinal, uma vida sua, rechaçando o que a sociedade quer ou que ela diz que dever ser feito por você.
 Pra você, meu caro lhe passo um conselho gratuito: A regra da vida é não ter regras. Sim! A felicidade vem do que você realmente é e não daquilo que você poderia/ deveria/ queria ser. Você não é obrigado a seguir aquilo que o seu coração insiste em dizer que não é pra ser feito. Não peça desculpa a ninguém por ser você, e por ser diferente da maioria nem se sinta inferior por conta disso. A vida, às vezes, é uma merda quando nós a pautamos pelas comédias românticas e pelos romances que lemos. Escreva você mesmo sua história, pode ser um best-seller ou algum gênero flopado no meio da banca das promoções, mas no final será algo somente seu e do qual estará orgulhoso de ter escrito. 

domingo, 4 de setembro de 2016

Orgulhe-se.

Dias desses uma colega de trabalho me disse que eu era lindo e virou para todos na sala como se precisasse de aprovação com um “não é, gente?!”. Eu ruborizei de imediato e proferi a famosa desculpa de quem adora fugir de elogios e quer soar modesto: O que é isso?! São seus olhos. E ela de um jeito simples, mas enérgico, disse que pessoas que agem assim estão desprezando as constatações do outro e que eu deveria apenas me sentir lisonjeado porque ela falava a verdade, que ela não está errada em dizer isso. Calei-me. Dias depois, alguns colegas elogiaram bastante uma atividade que fiz na escola em que trabalho e eu mais uma vez de maneira modesta (e idiota) repeti o que já havia dito anteriormente.
O que faz com que nós, por vezes, não acolhamos o fato de sermos incríveis no que fazemos ou o jeito que somos? Medo de sentirmos que estamos inferiorizando alguém? Medo de sabermos por outra pessoa que o nosso trabalho ou a nossa forma de ser é tão maravilhosa que nos torna diferente? Receio de ser diferente? Querer rebaixar-se para ficar no “padrão” e assim ser mais um na multidão? Talvez tudo isso, mas o que menos queremos é ser um padrão, ser igual, pensar as mesmas coisas e executá-las do mesmo jeito sempre. Então por que razão querendo tudo isso, não aceitamos o fato de que sim, somos diferentes, únicos, maravilhosos, lindos e podemos ser elogiados por isso?
Orgulhe-se! Se alguém reconhece isso em você é porque isso é real, e você no fundo sabe que é. Dê a si próprio a oportunidade de reconhecer isso. A gente não gasta rios de dinheiro no terapeuta para nos sentirmos melhor? Então, por que cargas d’água não aceitamos essa melhoria em nós e paramos de ser modestos conosco de uma forma que só serviu aos santos medievais? Você é bonito! Obrigado. Fim. Você é o melhor amigo! Sim, obrigado. Você tem um talento nato para x coisa. Obrigado.
Seja grato e não modesto. Tenha orgulho do que você faz, pois construiu isso, trabalhou para isso e agora colhe os louros de tudo o que realizou. Somos importantes e queremos ser melhores? Seremos importantes e melhores, e aceitaremos isso. Se gabe por isso. Risque na sua parede que você é maravilhoso sim! Você não estará sendo pedante se é capaz de fazer ou se você é daquele jeito. Aprenda: as pessoas gostam de estar perto de outras que são felizes, completas, saudáveis e realizadas. Aceite seus aplausos com gratidão. Orgulhe-se.