quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Quando é necessário calar...

Aquariano tem essa coisa de querer mudar o mundo, de lutar por uma causa e de se rebelar contra as disparidades do mundo. Eu não fugiria à regra, nem que quisesse. Tenho isso em meu DNA, mas ultimamente tenho preferido calar-me por uma simples razão: não irei consertar o mundo. Minha terapeuta travou durante meses uma batalha hercúlea comigo nesse sentido, pois eu simplesmente achava que as coisas deveriam tomar outro sentido, que coisas irrelevantes deveriam ser passadas por cima para que coisas melhores fossem vistas, pontos de maior intensidade pudessem ser discutidos no trabalho e na vida e para que as coisas fluíssem de uma maneira melhor. E ela calmamente me trazia de volta à realidade com um simples “você não pode e nem vai consertar o mundo sozinho”.
Hoje, tenho plena convicção que aquelas palavras que, para mim, antes soava como um desafio e uma certeza de que EU SOZINHO SOU CAPAZ DE MUDAR O MUNDO, são uma certeza de que muitas vezes é melhor ficar quieto e observar os rumos que as coisas tomam sem ter alguma porção, ainda que mínima, de responsabilidade no que as coisas venham vir a ser. Calar e esperar são, às vezes, ferramentas-chave para não se frustrar ou não enraivecer quando você sabe que as coisas poderiam ser diferentes (e melhores) caso tomasse outro rumo. E aprendemos que isso não é um ato de covardia, mas um ato de prudência. Pois se sozinho não sou capaz de mudar o mundo, imagine conseguir modificar os pensamentos de seus habitantes?

domingo, 14 de agosto de 2016

O ano do sim!

Eu precisava escrever sobre isso. Sim, de qualquer maneira eu precisava escrever. Há alguns dias saiu a versão e-book do livro da Shonda Rhimes “O ano em que disse sim”. Mesmo sendo adepto do “eu espero para ler o livro de graça”, me vi impelido à compra. E o fiz. Passado dois dias e metade de uma madrugada em claro, eu o finalizei. O que continha nas páginas do livro da criadora de minhas séries favoritas? Apenas aquela verdade clichê dita de maneira cruel e simples. É necessário dizer sim!
O dizer sim para as coisas não quer dizer que tenhamos que ser um pateta que aceitar tudo e qualquer coisa, mas significa acolher as oportunidades que a vida lhe dá, das quais facilmente inventaria uma desculpa digna de ganhar um Oscar de melhor roteiro. Sair do quadrado da zona de conforto (cama, TV, internet e pessoas próximas) é a coisa mais difícil a ser feita, tão complicado que poderia ser comparado aos exercícios de uma aula de ioga.
Decidi então, mesmo contrariando o meu quadrado de conforto, a dizer sim para as coisas. Convites de festas, ida a lugares inusitados, atividades desafiadoras. Sim, sim, sim. Estou no nono dia, faltam mais 356, eu sei, minha terapeuta ri desse meu novo desafio (mas acha importante tentar fazê-lo) e eu espero que mudanças incríveis encontrem o meu caminho. Shonda Rhimes, eu continuo a te odiar, não por matar meus personagens favoritos em suas séries, mas por me fazer pensar que dizer sim a vida é algo possível. É PRECISO DIZER SIM!, digo a mim mesmo a todo instante. Será que eu consigo?