domingo, 26 de abril de 2015

Só de você (Culpa da Rita Lee)

Será que a gente ainda será a velha história de um amor que acaba bem? Será que nós seremos/ teremos uma história? Não sei, mas não estou mais me contentando com esse ser e não ser shakespeariano que nós somos. Um momento, nós somos? Me diga! Será que vamos ser uma história? E esta vai ser de amor? E ela vai acabar bem?


Faxina

Era necessário limpar as gavetas do coração e tirar dali o que não funcionava mais, as declarações envelhecidas e guardadas, as angústias de momentos dos quais se quer esquecer, a dor entre uma alegria e outra. Era preciso fazer essa faxina nos lugares mais profundos da alma, esses que dizemos tão bem conhecer, mas que sempre nos reserva grande surpresas. Se faz importante tirar as coisas velhas, emperradas, empoeiradas, para que as novas cheguem até nós. Já viu que muitas vezes tem de se tirar roupas antigas do armário para poder caber as novas, porque então no coração haveria de ser diferente?

domingo, 12 de abril de 2015

Sobre viajar...

Dia desses, cansado do marasmo da cidade e de lugares comuns de gente igual, peguei minha mochila e peguei a estrada. Sim existia um rumo, sim existia uma conversa sobre onde ir, mas as passagens foram adquiridas horas antes de embarcar e a bolsa arrumada exatos 45 minutos antes de pegar o táxi para a rodoviária. Coisa de uma mente displicente que é a minha. O destino era Minas Gerais e a primeira parada Brasília. Ao chegar lá, parti para a papelaria comprar uma caderneta e uma caneta, a intenção era anotar números de telefone, uma vez que não gravo nenhum número na mente, mas acabou que se transformou num bloquinho de impressões. Ali eu anotava tudo. O mais divertido de viajar sozinho é que a viagem é uma descoberta particular, você não conhece ninguém, não sabe como as pessoas agirão a cada indagação, faz amizades de uma vida inteira em apenas 3 minutos e se vê ali contando a sua vida para um desconhecido.
Em Minas eu esqueci o meu carregador em uma cidade e fui para outra (eu sempre esqueço as coisas) e me vi em uma situação em que a tecnologia se tornou dispensável, o desconectar-se ainda que de maneira forçada me fez entender que muitas coisas nos escraviza e nos condiciona como essencial. O celular naquele momento não era, nem a sua câmera, afinal os registros mentais foram melhores e são tão meus que de maneira egoísta não quero dividir com ninguém.
Relembro que uma cartomante ao ler minha mão, disse que este ano eu viajaria bastante e que seria bom para mim. Após desconsiderar outrora, hoje entretanto eu só agradeço. É bom quando a viagem de conhecer lugares nos dá a oportunidade de conhecer melhor a nós mesmos. Desbravemos.