sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Desamar-me


Desamar-me
silencioso e frágil, ando
a perder-me por entre as folhas do outono
a sentir-me nas gotas inteiras de chuva
a cortar-me engasgado com as palavras
a cegar-me os olhos nas janelas
que me cansam o mundo,
desarmar-me pelos teus sorrisos
desamar-me por envergonhados erros
a sangrar-me nos poentes e despedidas
a sair de casa
e esquecer da primavera;
por morrer de amor.

Guilherme, no blog A ilha de um homem só

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