segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Hope


 E da tristeza brotou uma lágrima. Uma não, várias, uma enxurrada delas, como se os meus olhos fossem nuvens carregadas precisando aliviar a tensão. Então desaguei. E entre as gotas salgadas que escorriam no meu rosto surgia em meu coração uma certeza, um sentimento novo e uma vontade intraduzível em gritar que entre meu choro, nascia em mim uma esperança.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Livre

Quando se vive a vida que sonharam pra você e não a que se deseja realmente ter, chega um momento em que não se aguenta mais ser aquilo que não é de verdade e se faz necessário sair em busca do que é seu, do que se almeja, no objetivo de tentar encontrar em si a melodia esquecida que o Mestre Maior compôs para ser a música-tema de sua vida. 
Para tanto, é preciso seguir sem neuras, sem ouvidos para escutar as críticas alheias e sem pedir emprestado modelos prontos de felicidade que só são bonitos e apresentáveis nos discursos, porém que ninguém usa na prática. Vestindo a nudez e destituído de qualquer preconceito, saindo de alma límpida como as águas de uma ilhota perdida em mares caribenhos. Livrando-se de uma couraça velha, para enfim, de braços abertos caminhar para nova história livre e feliz.

Viva a idiotice!

Como diz Jabor em uma de suas crônicas, a idiotice é vital para a felicidade. Já percebeu que quanto mais as pessoas que se apegam a uma pseudo-inteligência daquelas que acham tudo que é popular trash e de mau gosto, e preferem versar sobre assuntos que nem mesmo elas dominam só no intuito de parecer mais interessante, se tornam as pessoas mais chatas do universo, devido a uma exacerbação de seriedade? Pois é! Como se a vida já não fosse séria por si só e pelos seus problemas e percalços.
Por isso é preciso ser tão retardado quanto um Homer Simpson pra realmente entender que a felicidade na vida está escondida nas transgressões, longe dos autores de livros famosos e dos discos de música erudita e sim nas alegrias vagabundas dos pasquins jornalísticos que faz chacota da vida alheia e da nossa própria vida e das músicas que não saem da nossa mente mesmo que não tenhamos comprado álbum de artista desconhecido algum. Vivamos o lado besteirol da vida e sejamos felizes, isso que importa. 

Inveja

Inveja. Sabia que existia, no entanto só o senti na prática quando você atravessou o meu caminho como um trem desgovernado que passa por cima de todos a sua frente. No entanto, por cima de mim você não passaria. Minhas vacinas estavam todas em dia e contra a sua doença eu já possuía imunidade.
Havia em você uma energia perturbadora e sugadora que só o afastava das pessoas. Os olhares faiscando de ódio, a alegria em ver a desgraça alheia, o cinismo na simulação de uma amizade tão falsa que nem bijuteria que é envolta em uma atmosfera de beleza, mas que a mais vagabunda dos adornos femininos. Gente que ama todo mundo? Ou que odeia a todos? Sempre desconfiei.  Por isso, fiz um patuá, pedi proteção aos anjos e numa oração pedi muita felicidade para você. Não a enxergou vindo ainda em sua direção? Normal. Só vê coisas e atitudes boas de alguém quando nos libertamos das ruins. Pois então, enquanto não queres enxergar a sua, eu ando de mãos dadas com a minha.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Te amo


Eu já te disse que te amo hoje? Disse? Mas queria não só o fazer pra você e sim pro mundo, para que minha felicidade em amar seja compartilhada com muitos, mesmo aqueles que se sentem incapazes de abrigar esse sentimento no peito e os que têm inveja da alegria alheia.
Lembro a cada instante do seu riso, do seu jeito bobo de olhar pra mim enquanto estou a fazer outra coisa que não seja beijar você. Você se tornou a presença mais constante nessa cabeça desorganizada que é a minha. Mudei, mudamos, mesmo que tenha dito que não, que sou aquele mesmo cara que você conheceu na lanchonete da faculdade e que se achava a última fralda infantil da farmácia. Esse cara se foi, o que ficou foi um que sente tudo relativo quando te fazer feliz é o que o faz feliz!

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

História de uma concha



Foi da calcificação mineral de elementos desconhecidos do grande público que surgi. Tinha a forma arredondada, disforme, feia. Não possuía glamour qualquer, nem mesmo em meu nome: concha era como me chamavam. Alguns usavam as minhas irmãs, conchas como eu, para adornar suas casas, as crianças nos adoravam, brincavam conosco, separava cada uma para alguém muito especial para elas e assim dava sentido a nossa vida sem sentido. Foi então que certa vez uma criança pegou-me em suas mãos pequeninas e me devolveu ao mar dizendo-me: - SEJA GRANDE! Aquilo me soou como um desafio e então pedi para que as ondas do mar me levassem para o fundo do oceano. Demorei anos ali, fechada em mim mesma, planejando e refletindo como era ser grande num mundo maior que eu. Mas o tempo das esperas chegara ao fim e eu tinha algo de grande para mostrar, algo que saíra de meu interior, fruto de minhas ambições em cumprir aquele desafio. Era uma esfera pequena, redonda e de rara beleza. Era minha filha. Perguntaram pra mim um cardume de peixes: - Como vai se chamar? E eu disse que terias um nome tão grande quanto o que representa pra mim. Chamei-te de PÉROLA.
Foi assim que uma simples concha depois de enclausurada em si por tempos pode reabrir-se para a grande novidade de ser GRANDE.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Presente, passado e futuro


Eu soube que você está bem. Que encontrou alguém que preencheu o vazio que disse deixei. Não sei se existiu vazio para ser preenchido, afinal dei cada milímetro da minha atenção para nós, mas nem sempre o muito meu pode ser o seu suficiente. E então o laço foi cortado, não como aqueles que se rompem na alegria das inaugurações, mas desses que se desfazem perdendo o encanto quando o presente é aberto. E nosso presente se fez passado, e agora perco o tempo planejando como será do meu futuro...

O sorriso


O seu olhar me dizia mais que as palavras que existem no dicionário. O seu sorriso me desconcerta, desconcentra, alegra e me faz feliz pela simples razão de existir assim, límpido, brancos, dentes alinhados, lábios entreabertos e o convite escrito nas linhas da sua boca me chamando para ser feliz contigo.

Felicidade


Preciso de outra pessoa para ser feliz? Sim! Eu mesmo escondido nas velharias das preocupações e na poeira do stress cotidiano. Depois de retirado dali, sorrisos se abrirão, felicidade exalará de mim, amores procurarão meus braços para se aninhar e as línguas malditas e os olhos grandes dos invejosos cairão por terra quando a minha felicidade passar alegórica em cima do carro abre-alas cantando o novo samba-enredo da minha vida: SOU FELIZ,  E DAÍ?

Trocas


Pegaria um megafone e bradaria na porta de sua casa em alto e bom som que trocaria todos os meus perfumes caros pelo seu suor depois de um dia exaustivo de trabalho. Doaria todas as minhas roupas a pessoas carentes pelo toque suave de sua pele na minha. Venderia todas as palavras que li em toda a minha vida só por três sussurradas ao meu ouvido: - Eu amo você!