sexta-feira, 30 de setembro de 2011

A cor da esperança



"Amanhã, a tristeza vai transformar-se em alegria, e o sol vai brilhar no céu de um novo dia, vamos sair pelas ruas, pelas ruas da cidade, peito aberto, cara ao sol da felicidade. E no canto de amor assim, sempre vão surgir em mim, novas fantasias, sinto vibrando no ar, e sei que não é vã, a cor da esperança. A esperança do amanhã."
(Cartola)

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Nostalgia


Acordando pra ir pra escola: - Vó cadê o meu Q’chute?
No almoço: - Menino vai ali em Pedro comprar uma Tubaína pra gente almoçar! Coloca a colher na garrafa pro gás não escapar!
Assistindo TV (Leia Chaves): - Meu avô roda a antena! Melhorou? Não! Melhorou! Aê, aê! Piorou de novo! ¬¬’
Brincando na rua: - Não valeu, ele é café com leite!
Jogando gude: - Rata no c* da barata!
Na escola: - Essas aulas de história... a professora quer que a gente aprenda coisa da época que nem ela se lembra.
Brigando e se reconciliando: - Tô de mal! Deixe de coisa rapaz, eles estão de bem de novo!
Cartinha de amor: - Sou 100% você!
Aniversário: - Só vai ser um bolinho mesmo! (nunca era só um bolinho, tinham uns brigadeiros, umas empadas e minha madrinha transformava em um mega evento)
Missa: - Ah minha vó não agüento mais esse senta e levanta!
Brinquedos: - Meu avô foi na loja de 1,99 e comprou um Power Ranger pra mim, iu!
Roupas e calçados: - Ah minha mãe ta grande demais! - É pra não perder logo né?
Natal: Chester e Dom Bosco.
Reveillon: Cereser e uvas!

Onde foi que as coisas mudaram? Gostava tanto desse tempo...

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Indo...



Roupas sujas, xícaras quebradas, ursos de pelúcia doados para crianças carentes, gavetas bagunçadas, mensagens apagadas, cartas rasgadas, músicas excluídas. As outras coisas, foram colocadas em um enorme saco de lixo preto, não me dei ao luxo de selecionar para a reciclagem, vão todas para o mesmo destino.
Acordei, lavei o rosto, tomei banho de mar e deixei que as ondas me entregassem à exaustão com as suas fortes batidas. Cheguei ao centro da cidade com gosto de mar na boca e a areia da praia em meus pés. Comprei um novo perfume, novas roupas, uma xícara que dizia eu me amo, pulei corda com as crianças da rua, ensinei brincadeiras novas a elas, escrevi cartas sem remetentes a quem amo, mas não coloquei no correio, baixei novas músicas para o meu MP4, arrumei as minhas gavetas, limpei a minha casa, limpei a minha alma, suei a tristeza acumulada no tanque de roupas.
Sorri pra um velho amigo, liguei pra minha tia que mora em uma cidade que não sei pronunciar o nome, bebi dois goles de um vinho qualquer, andei em ruas diferentes da que estava acostumado a ir. Pés aonde vocês ainda irão me levar? Ao encontro de Deus? Sim. Ao encontro da minha felicidade? Também. Ao encontro do amor? Não tenha dúvidas disso.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Sigam-me os bons!


Sei que alguns amigos meus leem e acessam esse espaço todo dia, mas tem outras pessoas que não sei quem são. O sucesso desse blog, que já tem 1.200 acessos em apenas 05 meses, é de total de responsabilidade de vocês, que param alguns minutos de seus tempos para me acompanhar nessa viagem por essa Usina de Pensamentos. Dizia Antoine de Saint-Exúpery que nós nos tornamos eternamente responsáveis por aquilo que cativamos, por isso peço que vocês comentem os post's e sigam o blog pra que possamos interagir juntos, trocar histórias e experiências. A vida só vale a pena quando se tem pessoas ao nosso lado. Obrigado por estarem ao meu...

Auto retrato


"Sou filho de Deus, o canto é meu melhor jeito de amar, vou me entregar, descobrir, que sou uma pessoa da luz, olhar que seduz a paz..."

Sou filho de minha mãe. Meu pai só teve a função de me trazer para o mundo e isso não lhe/ me diminui e nem lhe/me enaltece. Esse foi o plano que Deus traçou pra minha vida. Não me queixo por essa sorte, agradeço a oportunidade de ingressar nesse mundo mesmo sob essas circunstâncias.
Nunca fiquei só, sempre tive pessoas maravilhosas ao meu redor que ajudaram a moldar o meu caráter, me ensinaram valores morais e me apresentou a Deus, o Pai que nos ama, que nos entende e que não tira os olhos de nós em nenhum instante. Disseram-me que Ele está em tudo e em todos e que não fica em um trono de Rei, passando decretos reais, mas que nos convoca a ajudá-lo em suas dificuldades. Havia nele uma humildade sem fim e um amor que transcende qualquer erro que venhamos a cometer.
Descobri o meu verdadeiro eu vivendo com essas pessoas, eram meus avós, minha mãe, meus familiares e amigos que me ajudaram a formar a essência do que eu sou hoje. A Bíblia nos diz que não cai uma só folha de uma árvore sem o consentimento de Deus. A forma com que ele conduz as nossas vidas é só a forma certa de encontrarmos a nossa felicidade. Não escondo o meu eu atrás de máscaras, deixo-o sempre na superfície. Meus valores não são jogados na lata do lixo, meu passado não é esquecido nem nos momentos mais tortuosos, são sempre lembrados como frutos do crescimento que adquiri para a construção de um futuro feliz. Que carinho eu teria com as pessoas que me moldaram se de uma hora pra outra tentasse viver de acordo com algo que não acredito e que não me dá sustentação?
Sou assim, vivo assim, sorrindo mesmo triste, vivendo e não me lamentando, ajudando e não pedindo a outro que ajude. Sou feliz assim, esse é meu auto retrato.

E assim os dias vão




Hoje chorei, deixei que a alma colocasse pra fora muitas coisas, que expelisse tudo o que sentia, fechei os olhos e orei a Deus agradecendo por tê-Lo como amigo pra me acalentar naquele instante, suas palavras de conforto entravam no meu coração transformando o que eu sentia em sentimentos de paz e de entendimento. Solucei, derramei minhas lágrimas sozinho somente pra que Deus pudesse ver, afinal não cabia a mais ninguém presenciar a dor que sentia.

Pois é, sentia. Acabou. A cicatrização foi rápida e perfeita e não deixou marca alguma. Dez minutos depois, pasmem, estava eu sorrindo novamente, brincando com o pessoal e tentando alegrar as pessoas ao meu redor, mesmo sendo indagado por todos o que me fizera chorar. Foi a emoção dos momentos que vivi nesse encontro – eu disse desconcertado, mas não mentia. Vivenciei momentos tão simples mais de uma grandiosidade ímpar, em que Deus se revelava tão próximo a mim, tão presente, uma lembrança do meu agora.  
Prometi a mim e a Ele que não vou rever situações que ficaram na poeira de um passado bom que só fez me fortalecer, sou historiador, mas sei que certas histórias podem não ser rememoradas e nem por isso perde-se o brilho a História Universal. Os ciclos se completam, e, a cada instante, novas oportunidades surgem em nossa vida. Os planos de Deus não são os nossos planos, porque só Ele sabe o que nos fará feliz de verdade. Sei que Ele tem coisas grandiosas pra mim e a cada dia incessantemente irei buscá-las. O que passou já foi. O tempo apaga o que o tempo escreve diz a canção e só ele nos dirá os próximos capítulos de minha história... Acabou-se um ciclo, mas não a vida!

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

O leite derramado e a tatuagem



É triste a despedida. Já sinto a dor das letras da palavra SAUDADE sendo tatuadas em meu coração. E tatuagem é pra sempre, mesmo que se cubra com outra ou a retire com os tratamentos avançados existentes hoje em dia, o lugar onde existia será eternamente lembrado.
O que posso fazer? O que devo fazer? Parece que o domínio, a força que existia em mim esvaiu entre os meus dedos. Chorar pelo leite derramado? Não! Nunca fiz isso! Nem quando o leite de verdade se perdia pelas bocas do fogão me indicando que além do dinheiro perdido perderia também um tempo a mais com a limpeza do fogão sujo. Sinto raiva, por ter agido com displicência com o leite assim como o fiz com você. Se tivesse tido mais atenção, se fosse mais presente, acho que nada disso teria acontecido.
Resta-me agora lavar a vasilha, limpar o fogão, tirar o cheiro de leite queimado da casa e tentar caminhar de cabeça erguida com essa nova tatuagem que ainda sangra o meu peito: SAUDADE, diz ela. Não sabia que sete letras doíam tanto.


Uma xícara de chá

A conversa a dois

Esquecendo do tempo

Deixando tudo pra depois



"Seria mais uma história, se não tivesse tocado a alma" 
(Caio F. Abreu)

Eu e o papel


Só em olhar a brancura com que se pinta uma profunda paz me invade a alma, como se estivesse me esvaziando das minhas angústias internas e regurgitasse no seu branco a escuridão de alguns sentimentos que me acometem, mas que nem sempre são escuros como estes que sinto hoje.
Quando falo de amor as folhas de papel assumem uma tonalidade vermelho escarlate e corações invisíveis corporificam uma atmosfera de ternura e de compreensão, até de saudade, às vezes. Outras vezes, porém, o papel vive o azul do carinho, o laranja das alegrias e felicidades, o roxo de indignação e de os marrons de tristeza e raiva. E ele, o papel, pacientemente recebe todas essas informações e sentimentos, idéias e protestos como aquele amigo que silenciosamente entende o que falamos sem nos julgar ou proferir algum comentário a respeito.
Quais são as cores para hoje? Ao final do dia quem sabe eu lhes conto...

Somewhere only we know



E se você tiver um minuto por que nós não vamos
falar sobre isso num lugar que só nós conhecemos?
Isso poderia ser o final de tudo
então por que nós não vamos
para algum lugar que só nós conhecemos
algum lugar que só nós conhecemos?

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Entre sabões, amaciantes e tristezas...



Esse povo de hoje em dia me inventa cada uma! Agora qualquer tristezazinha de nada é depressão, daquelas que tem que tomar remédio pra sarar. Onde já se viu? Como eu nasci e me criei na roça, aprendi que tristeza sara com uma coisa: trabalho. Nada que uma trouxa de roupa suja pra bater e uma casa pra varrer não resolva! É tiro e queda. Mainha dizia pras filhas mulheres que trabalhando a tristeza saía no suor.
E assim estou aqui, vivinha da Silva, sem nenhuma tristeza em minha memória de apenas 75 anos. Das que eu me lembro só das mortes de mainha e painho, mas eu curava no tanque e na vassoura, não dava tempo pra entrar em depressão. Acho que essas doençadas é coisa de quem vive em médico. Eu mesma só apareço em hospital pra fazer visita. Quem procura acha né gente? Vai que numa ida ao doutor eu encontro alguma coisa que não queria achar. O que os olhos não veem o coração não sente, não é assim? Deixa eu quieta no meu canto. Qualquer dor que sinto, eu bebo um chá de cidreira que cura tudo, menos língua de gente fofoqueira.
Mas voltando, esse negócio de gente triste pelos cantos é coisa da modernidade mesmo. Depois que inventaram máquina de lavar o povo ficou preguiçoso e aí deram lugar a tal da depressão. Vai entender... Pra não ficar preocupada e me entristecer com essas coisas do mundo de hoje vou ali viu gente varrer a casa pra suar a tristeza que tá pra brotar. Dá licença?

Saúde pública?


Dias atrás, o profissão Repórter da Tv Globo tratou a respeito da saúde pública, ou seria da falta dela? Via-se com a reportagem que os preceitos dos direitos humanos não estavam sendo cumpridos. Longas esperas em filas, pessoas sendo feitas de bobas entregues à sorte de um atendimento caótico e desrespeitoso. Profissionais desestimulados e governantes e dirigentes da saúde com a maior cara-de-pau que nem todo óleo de peroba do mundo seria capaz de lustrar, um deles chegando a dizer que a situação da saúde do país era difícil, mas este não renunciara ao cargo de diretor de um hospital como aquele retratado ali, porque sem dúvidas o salário deve ser ótimo e a capacidade de fazer ‘mutretas’ melhor ainda. Onde ficam os valores morais pessoais dessas pessoas? Isso se é que eles existem.
A quem recorrer nesses momentos? Quem tem dinheiro e/ ou ousadia adere a um plano de saúde, mas quem não o tem? Fica a mercê do descaso dos governantes e a corrupção latente? Peçamos aos senhores políticos que sejam menos corruptos, porque querer que não sejam já é utopia. E a nós, povo brasileiro, que ao ver situações semelhantes a essas vistas na reportagem não sejam esquecidas quando se muda de canal ou quando se desliga a tv, mas que sejam lembradas a cada dia e principalmente rememoradas quando estivermos diante das urnas.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Permita-se!



Sorriso no rosto mesmo que o coração esteja estraçalhado pela dor. Coitado daqueles que carregam o peso de suas mágoas e tristezas na face. Estes querem causar repercussão pela sua tristeza, chamarem atenção e ser paparicados pelo seu sofrimento. Que fim.
Ser xingado, invejado e maltratado e agradecer por isso. Não são o ódio e o amor separados por uma linha tênue, quase invisível? Talvez tanto ódio vindo de uma pessoa seja uma forma de amor não descoberta por ela. Não retribua ódio com ódio. A lei de Talião foi derrubada por Jesus. Oferecer a outra face significa dar através do seu exemplo de vida a oportunidade para que o outro se encontre. E são tantos os que se perderam em si próprios.
Amar, amar e amar. Sem exigência alguma ao outro. Não espere que seja recompensado com o mesmo amor que deu. Fique feliz porque você se tornou capaz de amar. O retorno se vier será bem vindo.
Viva! Não como se esse fosse o seu último dia no palco da existência, mas como se ele fosse o primeiro. Permita-se errar e corrigir-se, a ter medo e ser corajoso, a sonhar e a acordar, a ousar e ser cauteloso. Esse é seu primeiro dia e você sempre terá tempo para rever as situações que acha que deve mudar. Quem vê o final logo adiante se desespera à toa.
Permita-se!

Pés descalços


Abri os olhos e vi que o mundo estava disposto a se esconder e não se mostrar. Encobrir-se com os pesados tecidos da hipocrisia era mais fácil, revelar-se o tornaria vulnerável a responder as perguntas que nunca deveriam ser feitas por ninguém. Problema dele. O mundo não sou eu. Fazer parte dele não quer dizer que tenha que compactuar com seus sentimentos escusos. É uma pena ver que outros, semelhantes a mim, caminham em direção contrária na qual me proponho aventurar.
Tirei os sapatos e senti o chão quente, o calor que fazia era bom e a sola dos meus pés suportaria. Percebi por toda a parte olhos me condenando pelo que fazia. Louco? Acho que a loucura era o menor adjetivo que atribuíam a mim. Entrei no banco. Agora eram as bocas que me censuravam. Ninguém se dava ao trabalho de se dirigir a mim e perguntar o motivo de estar sem os sapatos, falar as escondidas era mais fácil. Como pode entrar num estabelecimento bancário descalço? diziam. Entrei, fiz o que deveria fazer e saí. Na rua, alguém com coragem me perguntou de maneira sublime: - Moço, o senhor esqueceu os seus sapatos em casa? Era uma linda garotinha de olhos vivos e atentos. - Não, dei a um mendigo que estava sem o que calçar. Estou indo pra casa e colocarei outro sapato, respondi. Ela sorriu e me beijou o rosto.
Mais tarde em um canto qualquer dessa cidade uma garotinha de olhos vivos e atentos colocava os seus sapatinhos ao lado de um homem todo sujo, mas com sapatos novos e de uma menina de sua idade que calçava o mesmo número que o seu, mas estava descalça.
Enquanto alguns te censuram e nada fazem para mudar a realidade que os rodeia, outros seguem o seu exemplo.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Saudade e amor


"A saudade é benéfica ao amor. Distantes, os amantes mensuram o tamanho do bem-querer. Medida que se descobre nos desconcertos da ausência, no engasgo constante da recordação, recurso que faz voltar no tempo, engana as horas, aproxima as peles, diminui as estradas, ancora navios, pousa aviões, faz chegar os ausentes."



Extraído do livro Mulheres de aço e de flores, Pe. Fábio de Melo

terça-feira, 6 de setembro de 2011

O velho álbum de um velho homem


Aquelas mãos cansadas abríram o velho álbum de fotografias para mostrar aos netos as pessoas que passaram em sua trajetória de vida e ilustrar as histórias sempre ouvidas com muita atenção por eles. Passeava entre fotos da juventude e se deparou com um grupo de amigos. A cada um daqueles que estavam ali na foto, ele atribuía momentos de alegria, outros cômicos, tristes, outros ainda de superação.
Existia, porém, no centro dessa mesma foto uma pessoa, que mesmo com todo esforço feito para lembrar, a mente do dono do álbum não recordara a importância em sua vida. Um de seus netos curiosos por ele não ter atribuído a essa pessoa nenhuma história perguntou: - Quem é esse vovô? E ele respondeu: - Desses outros me lembro muito bem, alguns não moram mais aqui e nos falamos por telefone e parece que não há distância, somos novamente os amigos da juventude, outros eu encontro sempre na rua e ficamos horas conversando, mas esse aqui eu não consigo lembrar sequer o nome. A sua neta vem logo com a resposta: - Talvez esse vovô, não tenha marcado a sua história, simplesmente passou, como um carro numa estrada de asfalto que não deixa marca alguma. Surpreso pela resposta e intrigado ao mesmo tempo porque não conseguia lembrar-se daquele sujeito de forma alguma, ele tirou a fotografia do álbum e foi procurar no verso alguma coisa que lhe indicasse quem era. Ele tinha o hábito de escrever nas fotografias o que o momento lhe dizia. Havia as seguintes palavras: Muitos desses marcaram a minha trajetória e essas histórias serão sempre rememoradas. Outros, porém, sei que a vida se encarregará de separar de mim. Se algum desses não foi admirável aos meus olhos, lá na frente, a memória não irá fixá-los na escala das importâncias. Lembro-me com essas palavras do livrai-nos do mal na Oração do Pai Nosso. Deus sempre cumpre as suas promessas, principalmente pra quem acredita na força de suas palavras. Se essa pessoa não é lembrada por mim foi que a oração está sendo cumprida. Primavera de um ano qualquer.  

Super-homem



Eu quero rir, falar besteiras e ver as pessoas ao meu redor felizes com as loucuras que saem de minha boca. Isso pra mim é ter uma atitude positiva perante a vida. Ouvi na semana passada que ser super-homem não é ter super poderes e sim possuir a capacidade de ser humano em toda a sua plenitude. É o fazer graça da própria desgraça, não lamentar-se de situações corriqueiras e não culpar os outros, e muitas vezes até Deus, por nossos infortúnios. Em resumo, é aquela velha história que todos nós sabemos, mas poucos são os que colocam em prática: cada um possui uma vida e a responsabilidade sobre ela, então o que o outro e Deus tem haver com situações que são de nossa inteira responsabilidade?
Quero levar esse ensinamento pra todas as coisas que for fazer, afinal é dessa forma que encontramos a verdadeira alegria, provamos a nós mesmos o quanto somos capazes e ainda nos faz enxergar o nosso eu.