terça-feira, 30 de agosto de 2011

De você só quero um beijo...


... mas, um beijo que arrepie no mais intenso calor, que me faça oscilar entre a loucura e a sanidade, que cause felicidade pela companhia e deixe desconsolado pela ausência. Enfim, que desperte em mim sentimentos adversos e impetuosos...

Será que é pedir muito?

Deus



   Deus é Aquele que não vejo mas sinto sua presença a todo instante, Aquele que fala através dos silêncios escondidos nos recônditos da minha alma, que mostra por onde devo andar mesmo que o caminho que me apresente seja cheio de pedras, é Ele que me dá a certeza que ao final das provações existirá algo maior...

sábado, 27 de agosto de 2011

Ponto e bordado



Pedra
Caminho
Amor
Carinho
Estrada
Sozinho
Tristeza no linho
Bordados de mesa
Beleza!
Riqueza?
Pobreza!
De mãos cansadas,
calejadas
arteiras
ribeiras
delicadas
e
dedicadas
às pedreiras do sertão.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Do amor...


Alguém algum dia soube mensurar, quantificar, enquadrar, traçar regras ou fazer coisa parecida com o amor? Talvez sim. Mas não conseguiu. Ah... o amor! A palavra mais pronunciada, o sentimento recorrente, o pote de ouro no fim arco-íris. Quão insondáveis são seus mistérios e quão grandiosos são eles e és tu?
Tú és aquele que nos deixa sem fala quando a boca insiste em querer balbuciar inúmeras palavras. Consegue fazer o nosso coração bater mais forte no compasso dos segundos que queremos que nunca passe. Despe-nos, revelando a nossa alma tal como ela foi concebida. Se você mexe tanto com o nosso íntimo fazendo mudanças tão bruscas e benéficas com o objetivo de trazer à superfície o nosso eu escondido, por que muitos querem de si afastá-lo? Estaria você, agindo assim, expondo as fraquezas que não querem revelar?
Pobres coitados destes que se afastam de ti. Afinal é na exposição daquilo que se acredita nos tornar fracos é que o amor nos transforma em mais fortes.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Lamentar-se ou Viver?



Tem muita gente que dramatiza diante de pequenas coisas que lhe acontecem. O choro logo brota se o namoro acaba, a morte lhe aparece como única alternativa quando é demitido do trabalho, o escândalo e os palavrões são um bálsamo para a alma quando se tira uma nota baixa na prova. Outros, no entanto, tem uma atitude diferente. Não se lamentam e nem se queixam mesmo que a vida lhe apresente situações nada agradáveis. A esses últimos eu tiro o chapéu.
Certa vez, li uma história de dois homens que nasceram com o mesmo problema: os dois eram cegos. O primeiro terminou o ensino fundamental e médio com dificuldade, mas não desistiu, chegando a Universidade e mais tarde atuando como o melhor juiz de toda região. O outro se lamentou a vida toda. Precisava de cuidados e de pequenos favores de todos os parentes. Esse morreu pouco depois de sua mãe também falecer, porque não havia ninguém para cuidar dele.
Depois dessa história, alguém tem dúvidas que uma atitude positiva frente às situações que são colocadas pra nós não é a melhor escolha? Perde-se muito tempo na vida com coisas sem sentido, mas como a vida é uma experiência individual, cada um que tire suas próprias conclusões.

domingo, 14 de agosto de 2011

Vivendo



Tem dias que acordamos parecendo que estamos mais vivos, mais donos da vida que Deus nos deu e querendo vivê-la de uma maneira mais digna longe das preocupações do dia-a-dia. Entrei nessa fase. O horóscopo diz que foi a lua que entrou na casa de um signo do qual eu não me lembro mais. Não sei se foi apenas isso, só tenho certeza que esse momento está sendo tão essencial pra mim.

Cansei de ficar em casa lendo os mesmos livros, ouvindo as mesmas músicas, olhando para as mesmas coisas, pensando e não vivendo. Minha mãe sempre me disse que pé parado não toma topada e é bom calejar os pés com os tropeços, e, aprender com eles, do que nunca ter tido a experiência de marcar a alma com situações bem vividas. O que levamos dessa vida são os caminhos percorridos e quem arriscou aventurar-se pelo desconhecido tem maior chance de vislumbrar coisas que vão além do senso comum.
Dramatizar? Só nas aulas de teatro. Chorar? Só se for de alegria, afinal a vida é tão curta pra gente perder tempo com coisas que não vão nos levar a canto algum, só ao pessimismo e a tristeza. Por isso, abri as janelas da minha casa pra deixar a chuva entrar e lavar a poeira assentada nas quinquilharias acumuladas, dei-me ao luxo de andar descalço sem medo de machucar os pés, abri meu coração pra alegria de uma roda de samba e assim vou querendo viver cada dia mais feliz.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Carta de despedida


Não sou como aquele livro que você tem na sua estante apenas para dizer a todo mundo que o possui mas não se dá ao trabalho de ao menos folhear-lhe as páginas. Vou muito além que isso. Mas infelizmente você não percebe.
Sabe aquele pré-conceito? Isso mesmo..., essa ideia formada previamente acerca de algo ou de alguém, pois é, isso enburrece quem o usa, porque se ignora o que os olhos muitas vezes tende a enganar. Por isso decidi por mim mesmo. A partir de hoje formalizei um relacionamento sério comigo mesmo e o ponto de partida para tal empreitada é esquecer que um dia achei possível juntar os teus sonhos nos meus. Parto agora sem sofrimento, sem mágoas, sem angústia, embora as minhas palavras revelem um tom melancólico. Mas tal melancolia surge em ver você enquadrar a sua vida num cubo mágico que ninguém é capaz de resolver.
Tomei a decisão sensata. Cuidarei de mim, serei a minha melhor companhia, me amarei buscando a cada dia conservar o que de bom não foi corroído por nossa relação.
O saldo disso tudo? Tenha certeza que pra mim, está sendo mais positivo que mil divãs. Descobri o amor-próprio.

Quem sou eu?



Por que é mais fácil colocar a culpa de nossos fracassos nos outros que em em nós mesmos? Parece que a nossa dor encontra-se fundada no que o outro fez ou deixou de fazer do que por onde nós nos deixamos conduzir.
A professora me deu nota baixa na prova ao invés de eu não estudei e por isso me dei mal na prova. Me agrediram e eu não fiz nada, no lugar de O que é que eu fiz pra me agredirem dessa maneira? São situações como essas que vivemos todo os dias sem nos perguntar o porquê de pensarmos de maneira tão limitada. Afinal, é sempre o outro que tem culpa de situações que só podem ser resolvidas por nós mesmos?
É a inversão do EU. Eu sou sempre a vítima e o outro é sempre o agressor, o culpado, o algoz. Não me coloco como aquele que erra porque isso me torna uma pessoa vulnerável e fraca. Mas fraco é aquele que não sabe reconhecer os seus erros e não busca uma forma de revertê-los e/ou mudá-los.
Até quando vamos viver mascarando o nosso eu? As máscaras sobrepostas ao rosto já se moldaram de tal forma que não se sabe quem sou eu e o que é máscara. Afinal viver atrás dela nos dá proteção, esconde o que somos, mas até quando é possível viver assim? Será que algum em dia na minha vida eu soube quem sou eu de verdade?



segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Soneto da explicação


 Aquela poesia não é minha, não é sua, é de quem lê
As minhas palavras quando ganham vento
Vão a lugares que nem eu mesmo posso ver
Podem durar eternamente ou por um momento

Não pense que sou dono absoluto, sem ciúmes e sem luto
Sou humano, sou estranho, um poeta, uma confusão
Em mim moram a terceira pessoa, você e o mundo
Não perca tempo em descobrir a fonte de inspiração

Por que às vezes nem sei, às vezes nem há
Às vezes não quero dizer, admitir
nem pra mim, pra ninguém, nem pra você

A poesia não precisa de explicação
Se minha rima causa alguma satisfação além de nós , que bom
Cabe a ti "resaber" que é todo teu meu coração

(Renan Ribeiro)

Demorar


Viajo porque preciso
Volto porque te amo
Me espera pois só demoro
Na pressa de voltar logo
Nas curvas eu faço um verso
Pra ter o tempo passando
A estrada vai ao contrário
Voltando ao seu encontro
Não durmo nem como direito
Respiro pra te alcançar
Mesmo os dias mais bonitos
São cinzas por te faltar
Seu corpo todo silêncio
Quentinho pra eu olhar
Pela porta do seu sorriso
Entrar ficar e demorar

(Saulo Fernandes e Renan Ribeiro)

FRIENDS


Sem vocês...
As festas não seriam reggaes bombásticos
As risadas não seriam gargalhadas daquelas que se chora e ri ao mesmo tempo
O arrocha seria mais um ritmo musical
O pagode também
Não frequentaria show's de Trio da Huanna e Top Love achando que estou indo pra um momento de MPB
O Escalada seria mais um grupo de jovens e não uma extensão da minha casa
A faculdade na sexta não seria tão interessante
Comer pizza, tomar café, almoçar não seria tão bom quanto é na casa de vocês
Seus pais não seriam meus tios e vice-versa
Tudo seria muito chato...


Mas ainda bem que tenho vocês!



domingo, 7 de agosto de 2011

Aos meus "amigos" escritores


Dizem que os livros que lemos, as pessoas com as quais convivemos e as músicas que ouvimos, dizem muito mais de nós do que podemos mensurar. Vou me ater ao primeiro item desse parágrafo, os livros que lemos, ou melhor, os escritores favoritos. Não vou colocar aqui Agatha Christie, nem muito menos Sidney Sheldon porque eles estão num patamar diferente – ESCRITORES QUE ME ENTRETEM -, os que citarei são chamados  por mim de escritores que me levam a refletir.
Meus amigos que me levam a mundos diferentes com seus escritos são três, talvez os únicos humanos que conseguiria me entender na essência. Curiosamente eles possuem a letra C iniciando os seus nomes, são eles: Caio Fernando Abreu, Clarice Lispector e Cecília Meireles.
Caio atualmente vive o momento auge de sua carreira (mesmo tendo falecido há 16 anos), porque é citado por muitos, seus contos são os mais lidos pelos jovens, que vêem em seus textos uma carga de criticidade, de emoção e de sarcasmo. Sentimentos que não caberiam na mesma frase, mas que ele consegue fazer com maestria. Clarice e Cecília têm a mesma essência, porém Clarice se apresenta com uma tempestade e Cecília como uma leve brisa, ou seja, as duas falam a mesma coisa pra você, só que uma é enérgica e a outra é doce, leve, daquele tipo de pessoa que te induz a se matar depois de uma merda que você fez e ainda te faz deixar uma carta dizendo que foi suicídio.
Como pessoas tão dicotômicas no sentido de escrever podem falar tanto de mim, de nós? Tem dias que abro o “Conselhos do Caio F. Abreu” no Facebook e um trecho de algum texto fala o que preciso ouvir (e não o que quero ouvir) na hora certa. Poucos como esses meus “amigos” tem a capacidade de desvendar os segredos mais ocultos de nós. Um brinde à Cecília, Clarice e Caio por me entenderem. Paz onde estejam!

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

O sabor de ter os sete pecados


À noite não conseguia pregar os olhos imaginando o carro novo que meu vizinho estacionara na porta de sua casa hoje à tarde. Era um Land Rover, e só de lembrar dele e da cara de satisfação e alegria do meu vizinho em tê-lo meus olhos faíscam indo de um tom vermelho de ira à inveja mais escura que a cor do veículo. Enfim consegui pegar no sono. Os raios de sol, no entanto, começou a entrar pelas frestras da cortina, anunciando que precisava levantar. Era difícil fazer isso todos os dias, afinal os lençóis egípcios me acostumaram mal e minha amiga e fiel escudeira a preguiça era uma companheira e tanta me aconselhando a descansar mais, a tirar o dia todo para não fazer nada, mas tinha que levantar naquele dia em especial para adquirir um carro novo.
Desci para tomar café, comi dois croissaint, tomei dois copos de suco e comi uma maçã, comi por gula mesmo, estava sem fome. Levantei, subi até meu quarto, abri o closet mais não encontrei nenhuma peça que condizia com a compra que estava prestes a realizar. Desci de pijama, peguei as chaves do meu Audi e com ele me direcionei para uma boutique de roupas. Lá, me entreguei à vaidade de comprar roupas novas. Estourei um cartão com todas as compras, mas isso me satisfazia.
Ao final do dia, estacionei o meu novo carro, uma Ferrari, na porta da minha casa. O olhar abutreiros dos meus vizinhos me animavam, me alegravam. Entrei em casa, dei folga aos empregados e me entreguei aos cuidados de um profissional do sexo. Sexo por sexo, luxúria por luxúria, sem beijos ou carinhos, afinal sou avarenta em sentimentos.