domingo, 31 de julho de 2011

A simplicidade que nos leva à Deus


Embora só tenha conhecido essa música ontem, ela tem me trazido uma infinidade de significados, de respostas, de alegrias e me dá uma tranquilidade sem fim... Espero que gostem também!

quinta-feira, 28 de julho de 2011

O copo jogado no lixo




Me vesti com a pele de cordeiro mais bonita que encontrei em meu armário e saí para a caça. Antes disso, reli todas as cantadas fajutas, porém eficazes, que já havia pré-selecionado. Você seria apenas mais um café que pediria no boteco, sorveria o líquido e depois jogaria o copo fora. No local combinado percebi que você já estava. Impaciência era o seu sobrenome, eu percebi, pelas diversas vezes em que retirava o celular do bolso para ver algo que não me interessava saber.
Com o tempo fui percebendo que você era diferente. Sei lá, havia um brilho diferente no olhar, um jeito novo de se expressar, que fiquei tão absorto em meus pensamentos e na sua conversa que não vi o tempo passar. Ao chegar em casa porém, percebi que não necessitava te ligar mais, afinal só queria um encontro e nada mais, embora dentro de mim algo dizia que você merecia que eu fosse legal contigo.
Passaram-se os dias, semanas e meses e você por insistência, ou por ser legal mesmo, sempre puxava conversa, sempre se mostrava agradável. E eu achava isso um saco, afinal ninguém é tão simpático com quem não conhece direito.
Você sumiu, eu senti sua falta, reconheço. O que anda acontecendo comigo? Não percebi o quanto você conseguiu ser tão presente em tanto tempo. Agora já era! Hoje vi você passar na rua. Te cumprimentei, e você sorrindo e disse oi. Te olhava a todo instante e você nem aí pra minha presença, divertia-se conversando com suas amigas. Será que aquele copo de café que eu joguei no lixo pode ser reciclado?


quarta-feira, 20 de julho de 2011

Morrer para viver

É preciso morrer um pouco a cada instante, se desfazendo de conceitos que outrora nos sustentava, para mais tarde viver para algo que realmente nos fortaleça... Não morre a lagarta para que nasça a borboleta? Não morre a árvore, mas antes deixa várias sementes ao seu redor? Não morre o sol todos os dias dando espaço para o luar?


"... e é morrendo que se vive para a vida eterna!" (São Francisco de Assis)

A sonhadora


Ela vivia em um mundo distante diziam todos os que a conhecia. Autista? Não. Maluca. Um pouco. Sonhadora. Talvez. Idealizava lugares, pessoas, conversas, situações. Era daquelas que acreditava em princípes encantados, embora não tivesse mais idade para fantasiar tanto, mas ela sonhava com ele. Sonhava seu príncipe não como aquele que chegava sempre no fim da história e não tinha nada de bom pra contar a não ser que viveria feliz para sempre com a princesa. O seu feliz pra sempre não existia. Queria ser feliz o tempo todo, como almejam todas as pessoas desse mundo, uma felicidade inconstante, sem explicação. Acreditava na felicidade plena junto ao seu príncipe da mesma forma que Macabéia acreditava em anjos, e porque acreditavam eles existiam.
Ficava horas na janela de sua casa comendo maçãs torcendo para que uma estivesse enfeitaçada e quando saía para algum lugar com suas amigas calçava sempre as mesmas sandálias, talvez assim, repetindo esses rituais dos contos que ouvira na infância, as palavras dos livros de seu pai tornasse forma e ela fosse a escolhida para dançar no baile, ser coroada princesa, adentrar salões suntuosos.
Certo dia, sentada na lanchonete do centro da cidade, se deliciando com uma coxinha e uma lata de Coca-Cola enquanto esperava o horário do seu curso de inglês, longe dos sonhos de princesa e perto de uma realidade de estudante eis que ele passou em sua frente. Não tinha coroa, nem cavalo branco e muito menos se aproximou querendo calçar-lhe o sapato de cristal, simplesmente parou e perguntou onde era o curso de inglês. Ela com a boca toda suja de maionese lhe indicou o caminho. Estava se achando a bactéria da mosca do cocô do cavalo do bandido por estar pouco apresentável, mas estava feliz, porque de tanto sonhar deram uma forcinha lá em cima e daqui pra frente ela daria um jeito de tudo isso tornar realidade. Depois disso o curso de inglês nunca fora o mesmo...

segunda-feira, 18 de julho de 2011

???


Nossos ídolos ainda são os mesmos e as aparências não enganam não... O trecho da música acima, que é tão bem executada na voz da eterna Elis Regina, me fez refletir sobre a seguinte questão: O que faremos quando os nossos artistas favoritos morrerem? A quem nos apegar? Quem nos espelhar? Quem ouvir, ver, ler, rir, cantar, se emocionar?
Vivemos num mundo em que ciência e tecnologia avançou tanto (e porque não, junto com ela a insanidade de algumas pessoas) que não nos pertimitimos sentir dor, sofrer, envelhecer e outras situações típicas da condição humana. Quem tem dinheiro suficiente para gastar com tratamentos contra o envelhecimento, o faz buscando o ônus de aparentar uma idade que o tempo se encarregou de mostrá-la que não possui mais. E os resultados nem sempre são bons, mas isso não vem o caso agora. A dor também pode ser tratada com o uso de drogas lícitas e/ ou ilícitas de acordo com o gosto pessoal de cada um. O prazer  em ter e ostentar o que se tem se tornou muito maior que a essência de ser. Mas mesmo com tantas possibilidades para uma vida prolongada, nada pode ser tão cruel que o peso da morte, pois ela é considerada a linha de chegada na corrida da vida. E é aí que está o meu questionamento. Quando os nossos “ídolos” de hoje partirem quem os substituirão? Será que teremos pessoas a altura? Perguntem-se, se caso Madonna, Silvio Santos, Tarcísio Meira, Woody Allen, Roberto Carlos e os outros que já se foram, como Elis Regina, Vinicius de Moraes, Clarice Lispector, Portinari teriam ou tiveram pessoas tão boas quanto eles, para preencher a lacuna que eles deixam e deixaram?
Nossos “ídolos” ainda são os mesmos e continuarão sendo, porque num mundo acostumado com o efêmero são nessas figuras que quebraram tabus e tiveram personalidade individual (e não coletiva) para tanto que continuarão a serem os exemplos para nós...
Você pode até dizer que eu tô por fora, ou então que eu tô inventando, mas essa é a pura realidade. #será?


terça-feira, 12 de julho de 2011

Rotina


Abri os olhos. Levantei. Fui ao banheiro. Escovei os dentes. Tomei banho. Vesti-me. Abri a porta. Saí. Rua. Pessoas iam e viam. Cheguei. Esperava-te ansiosamente. Olhava a todo instante para o relógio. Ansiedade. Impaciência. As pessoas ao redor me notavam? Ligavam para minha inquietação? Umas sim, outras talvez, muitas não. Era só mais um à sua espera. Finalmente você apareceu. Todos correram ao seu encontro. Eu fiquei relutante esperando que me notasse até poder chegar a você. Mas as pessoas me esmagavam ávidos para encontrarem você primeiro, numa competitividade ímpar, queriam se aproximar a qualquer custo. Enfim, consegui! Você me levará numa viagem ao meu destino, como o faz todos os dias.
Obrigado ônibus da Rota, por me fazer passar por esses momentos e outros tão grandiosos que somente uma sardinha enlatada poderia explicar melhor que eu. Agradeço os instantes que mesmo sem querer grava no meu subconsciente que quando me formar a primeira coisa que devo fazer é comprar um carro.




CAMPANHA PERENE: NÃO SEJA O DJ DO ÔNIBUS! NINGUÉM PRECISA SABER O SEU MAU GOSTO MUSICAL. PELO USO DO FONE PARA TODOS! #ficaadica

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Acabou

 
Acabou meu mundo pra você, mas um dia a gente se vê, de repente sem querer a gente pode voltar... Foi essa música que tocava no som do meu carro e essas palavras de sua letra o código de segurança que me fizeram acessar um espaço, um disco interno em mim que nem eu sabia que existia e nesse local havia a chave para esquecer tudo aquilo que um dia vivenciamos juntos (ou imaginei um dia vivenciar). Libertei-me. Desatarrachei você das bordas de mim.
Olhei aquela foto que tiramos em nossa última viagem e que não tirava da porta luvas do carro e não mais senti raiva ou rancor por ter me deixado. Estava curado, ao menos era o que parecia, e era assim que me sentia por dentro. Não a culpo mais por ter levado as coisas para um caminho que eu não queria. Podemos ser amigos você me disse, mas não era sua amizade que eu queria. Queria o calor dos dias de verão, mesmo nas noites de inverno, em que você me aquecia com seus abraços e depois que você dormia eu ficava ao seu lado te olhando feito um bobo. Mas hoje não quero mais isso. Quero sair, ver gente e ser visto e quem sabe encontrar alguém que ocupe o espaço que está vago, mas que não está mais corroído pelo vazio. Quero viver de novo. Lamentar-se? Está fora de cogitação para esses dias. Quero a agitação de um mar com ondas, de uma revoada de periquitos no céu, quero a alegria de entender que as coisas mudam e as pessoas também. E eu mudei...


terça-feira, 5 de julho de 2011

Raiva, sarcasmos, xingamentos e ironia



A ironia me consome como pedaços de lenhas sendo tragadas pelo fogo. Acordei hoje mais ácido que o líquido que serve para diluir os alimentos que vão para o meu estômago. Às vezes é bom acordar assim, eu penso, para que se possa enxergar o mundo num prisma acinzentado longe das alegrias dos dias azuis e alegres, para assim abrir a nossa mente para entender que o conto de fadas é pessoal e você não precisa de alguém para que isso aconteça, o mundo gira e não precisa de ninguém pra girar. Acho esses dias tão importantes quanto aqueles que são felizes demais. A raiva, mesmo aquela que você não sabe de quem ou de que, turbina a nossa coragem de enfrentar o mundo, nos dá força para ser sincero consigo e com os outros, nos faz falar a verdade mesmo que ela seja mais cortante que espada de samurai. A ironia, por sua vez, nos dá a capacidade de pensar rápido, de agir mais veloz ainda, de uma forma que quando os outros chegam com o Q’suco de guaraná você já tinha tomado a caixa da tubaína toda. Os xingamentos aliviam o nosso stress, nos purificam, sabe aquele palavrão de tremer a língua? Nesses dias ele soa como um mantra. O que faria desses pecados em dias como esse? Não sei. Amanhã me confesso. Padre é prosa pra mais de hora, já estou lhe avisando!

sexta-feira, 1 de julho de 2011



As palavras tem a cada dia se tornado o meu alento, o meu refúgio e a minha fortaleza. E as músicas de Vanessa da Mata, desde o seu primeiro álbum, tem sido um bálsamo para minha alma...