quinta-feira, 30 de junho de 2011

Um dia tudo será diferente...


 ... As pessoas saberão o verdadeiro significado da frase “eu te amo”. Amarão seus companheiros sem interesse, da mesma forma que também os filhos amarão seus pais sem esperar que eles depositem dinheiro a mais em suas mesadas ou livrem sua barra pagando suas contas. As pessoas irão descobrir a essência do seu ser. Todos os estereótipos moldados ao interesse de não sei quem vão ser lançados ao lixo. O que cada um é, o que cada um quer ser será o que determina a vivência de cada indivíduo. Padrões de beleza e de moda vão desaparecer do mapa. Viver-se-á de acordo com o que acredita e não o que lhe é imposto. A violência não existirá e a felicidade será colhida em árvores plantadas nos quintais das casas e estará ao alcance de todos. Os jornais noticiarão em boletins especiais a morte da mentira, da falsidade e da tristeza e o renascimento da esperança de que tudo isso, um dia, possa se tornar realidade. 


sábado, 25 de junho de 2011

Acreditem se quiser...

...estou sofrendo porque minha irmã sem querer quebrou meu perfume novo! Era um Piercing Ele e ele se foi. O cheiro dele ainda continua a me perseguir no meu quarto, local onde ele ainda exala os últimos suspiros. Gritei, chorei de raiva, xinguei... tomei uma dose de Velho Barreiro e estou ouvindo Mastruz com Leite. Nunca pensei que a perda de um bem material ia me destroçar por dentro. Preciso me tratar, isso já é caso para o COA (Consumistas Anônimos). Melhorarei, tenham certeza, pois, minha mãe já me prometeu um outro! Mas enquanto esse não vem tomar o lugar do que foi destruído pelo chão duro eu continuo triste...


O protagonista




Era uma manhã calma de setembro e o inverno se despedia dando lugar ao colorido das flores e a uma brisa que nem de longe lembrava o frio de meses atrás. Estava eu sentado no banco da praça, aquela mesma que vou todos os dias comer pipoca com manteiga enquanto olho minha filha brincar no parquinho. Fiquei ali parado vendo o tempo passar me divertindo olhando as folhas sendo varridas pelo vento e preso aos meus pensamentos. Sabe aqueles momentos em que passa milhares de coisas em apenas uma fração de segundo? Estava num momento assim. Pensava em toda acomodação que vivia. Se antes eu era animado, sorridente, hoje me tornara tão gelado quanto à estação que findava. Minha vida se tornou rotina e isso só é bom pra quem está fazendo reeducação alimentar. Eu me olhava no espelho e não via o meu próprio reflexo, tinha envelhecido rapidamente embora continuasse jovem e minha filha havia percebido isso. Até as idas ao parquinho da praça e a pipoca que comia me angustiava naquele momento.
Aquilo me consumia de uma forma que não se pode mensurar. Embora sorrisse para a minha filha brincando no escorregador, dentro da minha alma havia uma tristeza enraizada. Sabia lidar com os problemas dos outros facilmente, mas parecia que havia faltado a aula na hora de lidar com os meus. Nunca fui religioso, a última vez que fui numa Igreja foi no batizado da minha filha e isso já fazia 8 anos, mas mesmo assim levantei a cabeça olhei uma nuvem no céu, tinha o formato de uma mão, pensei que poderia ser a mão de Deus, a mão que me ajudaria a me tirar daquilo, o meu porto seguro. Só consegui balbuciar duas palavras: - Me ajude! No mesmo instante, a minha atenção foi mudada para uma borboleta que pousava no banco de frente a mim, era linda e suas asas eram azuis e laranja. Percebi então que ela voava livre, desimpedida, preocupando-se apenas de nos embevecer com a sua beleza. Foi aí que um insight, um estalo, bateu na minha mente: - Tenho me preocupado demais com coisas que são efêmeras, dizia eu pra mim mesmo tentando encontrar uma forma de internalizar em ações o que dizia.
Andei em direção a minha filha que agora brincava feliz no balanço. Aproximei-me dela, dei um beijo em sua testa e sentei ao seu lado no balanço e para brincar junto com ela. Acabamos ficando mais tempo do que havia programado antes de sair de casa. Decidi então não mais ficar vendo a vida passar, minha filha brincar sozinha, me preocupar à toa e ser um coadjuvante da vida que os outros pensaram pra mim. Tomei as rédeas que estavam nas mãos de quem quer que seja e me direcionavam para onde eu não queria ir. Optei por ser protagonista da minha vida.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

E a dor de cotovelo, vai bem?


Dias atrás, depois de ficar com raiva do provedor de internet, que quer ter personalidade própria e independência saindo e voltando na hora que bem quer, vou dar uma atenção para meu antigo amor, a televisão. Em meio a tantos programas (desculpa, mas eu tenho TV por assinatura), paro na entrevista de Marília Gabriela com a chefa da polícia civil do Rio de Janeiro, Marta Rocha. Confesso que achei um pouco monótona e piegas, mesmo sendo quem é a entrevistadora, transpareceu que ela se limitou a desenvolver sobre o papel da mulher em cargos antes ocupado por homens, ficando a conversa com uma aura muito feminista. Achei que poderia explorar mais da convidada, ir por outro caminho, mas enfim cansei e mudei de canal. Sintonizei no GNT e na roda de conversa eles debatiam sobre “dor de cotovelo”, aquela mesma que sentimos quando tomamos um fora. Pois é, neurocientistas descobriram que a dor emocional de ter levado um fora se reflete no nosso organismo causando dores físicas.
Eu acho isso uma injustiça. Fiquei pirado com o senhor cérebro, onde já se viu causar uma maior a quem já sofre, ou ainda transformar o que sente em mais amor, em mais vontade? Outra coisa chata demais é que depois do acontecido e de você ter pagado os micos mais comuns pós-fora ou término de namoro, como ter enchido a cara e ter chorado no barzinho com os amigos dizendo que os ama e ter vomitado o quarto todo e dormir ali daquele jeito deplorável, você ainda é obrigado a ver a pessoa com mais freqüência do que o comum, porque se antes você a procurava em todos os lugares, hoje não quer ver mais, mas acontece justamente o que não quer que aconteça.  
Aí eu fico me perguntando aqui. Se na natureza nada se perde, tudo se transforma. Porque essa dor não se transforma em outra coisa? Isso só Deus sabe...

quinta-feira, 16 de junho de 2011

E Deus?


Esses dias uma amiga me perguntou o porquê de sempre fazer piada de tudo, sempre estar de bem com a vida, rindo, feliz. Eu falei muita coisa (porque minha prosa é pra mais de hora), mas sintetizando, porque eu não consigo dramatizar, mesmo tendo feito teatro por um tempo. Vivo aquela velha história de enxergar possibilidades adiante, que são mais radiantes que os problemas que estou atravessando no momento. Essa força eu chamo de voz de Deus.
É... aquele mesmo Deus que muitas vezes pintamos de injusto porque ele nos dá provas que mesmo antes de enfrentar já dizemos que somos incapazes de resolvê-los. E sabe por que isso acontece? Porque por mais que ele nos aponte direções diferentes, nós entendemos de ir pelo mais fácil, cortando caminho, buscando atalhos que nos satisfaça rapidamente. Preocupamos-nos com as coisas mais simples e deixamos as complexas um pouco de lado, afinal temos que decidi-las com tempo, e esse tempo nunca chega para nós. Assim, acontece algo inesperado para que voltemos à trajetória e repensemos o nosso caminho. Agora cabe a cada um, seguir esse caminho se lamentando, chorando e maldizendo-se ou sorrindo, alegrando-se e tentando fazer tudo diferente.
Não venho aqui ser falso moralista dizendo que não choro, mas tenha certeza que passo os dias mais sorrindo e cantando (e mal, mas canto!) do que com aquela expressão de quem morreu e não foi enterrado. Uma das passagens da Bíblia que acho fantástica para expressar isso é quando Jesus fala que quando jejuarmos façamos diferentes dos fariseus que fazem questão de mostrar aos outros que estão jejuando, mas sim que façamos o contrário, de modo que só o Pai que está nos céus perceba que estamos em jejum (Mt 6, 16-18). Contextualizando, sofra, mas mostre um sorriso sempre no rosto, assim o fardo vai ser mais fácil de carregar do que se você andar por aí com o semblante carregado porque assim só atrairá pessoas que querem saber do seu sofrimento, mas não querem te ajudar, só o Pai que ta lá em cima e vê tudo, lhe dará o conforto necessário para o momento ser passageiro. E tenha certeza, Ele faz tudo visando o nosso bem maior, porque ele é Pai e sabe o que é melhor para os seus, mesmo que isso represente um aprendizado através do sofrimento.
Faça o retorno, caminhar mais é cansativo, porém o aprendizado é ainda maior.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

E assim caminha a humanidade...

...com passos de formiga e sem vontade... Essa máxima de Lulu Santos é sempre atual e serve para descrever uma infinidade de situações das quais nós não passaremos ilesos nessa vida.
 Em tempos de greve (ou seja, com uma coisa menos a me preocupar) destinei parte de meu tempo para observar as pessoas e percebi como a maioria delas é falsa consigo e principalmente com as pessoas ao seu redor. Perderam a ingenuidade de criança, a coragem de dizer as coisas aos outros na cara e de darem a “cara pra bater” em diversas situações, preferindo tirar o corpo fora.
Se não ta a fim de ficar com o cara, diga não estou a fim de você, você não faz o meu tipo, não rolou a “química” é bem melhor do que dar esperanças e depois passar a rasteira, dizendo que ele é legal, mas que não está à procura no momento, e 5 minutos depois procura a próxima vítima. Engraçado não? Trágico eu diria. Não iluda quem vai a uma entrevista de emprego, dando sorrisos falsos, mostrando ser simpático e dando-lhe força, quase a ponto de dizer que o emprego já é dela, mesmo sabendo que não será, faça o que se deve fazer e dispense a pessoa, assim não estará alimentando algo que você sabe que não acontecerá.
São tantas outras situações e eu apenas citei duas, mas existem mais uma centena delas que teria que ter vários blog’s ou me dedicar à psicologia para explanar sobre elas. O sim e o não são palavras tão bonitas de serem ditas, porque elas não mascaram inverdades, elas são imperativas em si próprias, e nós deveríamos nos portar como elas, sendo autênticos com nós mesmos. Só assim vamos ajudar a humanidade a dar um passo à frente, não nos avanços tecnológicos, porque acho que não precisa, mas sim rumo ao conhecimento de sua própria personalidade.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Amigos II



Tem certas amizades que percebemos que serão para a vida toda, outras, porém mudam conforme o ciclo das estações. Tenho amigos que passo meses anos até sem ver e quando nos vemos parece que sempre estivemos juntos. A amizade pra mim é isso, não importa as condições, à distância ou outras coisas, importa o que se sente, o brilho no olhar, as risadas, as besteiras, as resenhas...