sexta-feira, 27 de maio de 2011

Coisas de aquariano



      Aquário? Detesto este signo. Detesto mesmo. E por quê? Porque os diabos dos aquarianos conseguem perceber as coisas antes que todo mundo e assim, não dramatizam. Coisa que eu, sagitário adoro fazer. E como conseguem resolver problemas com um piscar de olhos. Acho até, que as aquarianas não tem tpm.
O chato do aquariano tem dom de ser futurista e como tal, ele antecede fatos, situações e depois que você se estrepa ele solta: ‘Não te avisei’? Chato Chato Chato. O aquariano sempre é o mais diferente ou o mais tranquilo… Ele se antecede as tendências, então tudo que ele disser que é bom ou vai pegar, acredite… vai pegar.  São completamente apaixonados por eletrônicos, jogos, computadores, tudo que é futurista e único. Um aquariano perfeito, seria o maluco beleza Raul Seixas, que falou sobre a metamorfose ambulante. 
Ah, aquário tem humor, tem uma loucura interna e um desprendimento das convenções que não é tipo, que não é calculado. Eles são naturalmente assim. Tem uma intelectualidade vibrante, são curiosos, cientistas, adoram analisar as coisas, os fatos, teorizar sobre algo ou mostrar um lado da questão que ainda não foi explorado. Pessoas de look original, idéias anarquistas, pessoas que mudam o curso da história são de aquário. Também ligados nas questões humanitárias… Adoram coisas como ‘buraco de ozônio’, ou o ‘futuro do homem na era virtual’, ou a ‘pílula e sua função neste milênio na vida da mulher. ’ ONU e NASA soam como sinfonia dos Deuses no coração aquariano.
No amor, são divertidos, desencanados, joviais, e não esquentam muito a cabeça com nada. Nada de supérfluo, lógico. Na verdade são dedicados, mas nem ouse tentar prende-los.Eles te chutam como se chuta uma bola. As mulheres de aquário, na maioria das vezes, moram sozinhas, tem filhos sozinhas, tem seu próprio negócio, e não são nada caretas, adoro. Mas não se esqueçam…são cientistas… E te analisam e te observam o tempo todo, sem você perceber. E se você é conservador, familiar e muito moralista, esqueça este signo.
Ele veio ao mundo para agitar…Que inveja…


(Reza a lenda que foi Christian Pior que escreveu)

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Nem Freud explica...


      Com base em considerações empíricas, acabo de concluir que se é liberado um hormônio diferenciado no ser humano quando ele está namorando. O reflexo disso é que quando você está solteiro não é notado por ninguém, a menos que esteja vestido de maneira esquisita e roupas de cores psicodélicas, arrematado por um moicano de quase 1 metro na cabeça (difícil de não ser notado assim), no entanto quando está namorando todos os olhares param em você. Parece que o mundo resolveu lembrar que você existia no momento em que você resolveu namorar. Um pouco estranho isso, mas a pura realidade.
     Muitos, pegando carona nessa ideia, tentam a todo custo forçar a situação colocando uma aliança no dedo para demonstrar compromisso, mas essa tática só funciona nos filmes (Em Esposa de Mentirinha, Adam Sandler passou o rodo na geral e terminou com Jennifer Aniston!), porque na vida real é bem (e muito!) diferente. 
      Fica a dica: Não precisa mentir, forçar a barra, ser o que não é pra ser notado! Seja você mesmo! (tô assistindo filme demais!). Não traia! Trocar o que é certo pelo duvidoso porque é mais gatinha que a sua namorada e tá te dando um mole é coisa de gente sem personalidade, e o que é oferecido demais nem sempre é muito bom! 
    Não crie neuras! - Eu preciso namorar! - Agora que tô namorando eu tenho mais que curtir quem me quer! Vai besta nessa, sua namorada te larga e você fica a ver Titanic's! E enquanto você não encontra a sua Alma Gêmea (eu parei de acreditar que exista uma depois que a novela acabou!) que custa sair a procura?





segunda-feira, 23 de maio de 2011

Anjo

Hoje eu acordei mais cedo
E fiquei te olhando dormir
Imaginei algum suposto medo
Para que tao logo
Pudesse te cobrir
Tenho cuidado de voce
Todo esse tempo
Voce esta sob o meu abraço
E minha proteçao
Tenho visto voce errar e crescer
Amar e voar
Voce sabe onde pousar
Ao acordar ja terei partido
Ficarei de longe, escondido
Mas sempre perto decerto
Como se eu fosse humano, vivo
Vivendo pra te cuidar, te proteger
Sem voce me ver
Sem saber quem sou
Se sou anjo
Ou se sou
Seu amor
Afinal, quem eu sou?
Seu anjo ou seu amor?
Tenhos asas?
Anjos protegem, cuidam
Aparecem invisiveis
Humanos tambem
Quando amam
Quero dizer
Que ja nao importa
Saber de onde venho
Se tudo que sou pra voce
E amor
E se ainda assim
Quiser voar
Te levo comigo
Te mostro as estrelas
Outros alados, Deus
A vida celeste
Depois voltaremos pra casa
E mais uma vez humanos
Nos amarmos
Ate morrermos
Pra dizer que é seu o anel
Sou o seu amor na terra
E seu anjo no céu.

(Poema de Saulo Fernandes, recitado no DVD Veja Alto, Ouça Colorido - 2007)

domingo, 22 de maio de 2011

Eu sou tagarela! Tú conversas? Ele conversa! Nós conversamos? Eles Conversam!


Sem falsa modéstia, conversar é um dom natural que possuo. Quando eu aprendi a falar (lá pelos 11 meses de vida) minha avó (e a Bahia toda) já sabia que eu daria trabalho na escola. Desde aquela época eu conseguia conversar com a sala toda e ter assunto e fôlego pra tanto. Minha mãe quando era chamada nas reuniões de pais, ouvia sempre a mesma ladainha: - Converse com o seu filho, peça pra ele controlar a conversa na hora da aula. E ela dizia: - Mas ele faz as atividades, nunca tira notas baixas? – Isso é um caso a ser estudado! E até hoje é assim. Na faculdade, vejo os olhos condenatórios dos professores enquanto atravesso a sala para conversar com outro colega.
Às vezes converso demais, que acabo atropelando as pessoas (só às vezes mesmo), mas isso é coisa típica de aquarianos, relevem! Embora, eu seja réu confesso em tagarelice ou tenha engolido a pílula falante da Emília do Sítio do Pica-Pau Amarelo, eu aprendi a escutar as pessoas no seu silêncio. É isso aí... no silêncio. Ultimamente as pessoas tem se calado demais, talvez com medo de mostrarem realmente o que são logo assim de cara, mas mesmo assim seus gestos falam por si. Quando alguém calado lá em seu canto chega a você e pergunta se o ônibus já passou, muitas das vezes se quer saber não só isso, mas se quer conversar sobre o aumento da passagem, a precariedade do serviço e uma infinidade de coisas que nós diariamente nos fechamos para ouvir. Geralmente se o interlocutor é respondido, o é feito de maneira monossilábica e mais rápida que a velocidade da luz. Eu estou seguindo na contramão nessa história e sem medo de bater o carro, mesmo sabendo que nem sempre é bom ser tão falante porque a gente acaba sendo mal interpretado pelos outros. Mas eu continuo seguindo a direção contrária, porque mudar o meu eu para agradar alguém é coisa que eu não faço.

“Quem não se comunica, se trumbica...” (Chacrinha)

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Hoje é...

Essa imagem é meramente ilustrativa. Mas se forem chutar um balde que ele seja de preferência de cervejas vazias. Não esquecendo de se pedir um novo balde para o garçom!

... Sexta-feira, dia de chutar o balde, de gritar: - ME ESQUEÇAM!, de planejar o que tem vontade de fazer no fim de semana. Isso é o pensamento de muitos, inclusive o meu.
De pensar que o fim de semana passa mais rápido que a velocidade da luz, que ele acompanha a aceleração do planeta. Aliás se eu parar pra pensar nisso, pra ponderar as questões que envolvem o ritmo frenético do mundo, ele acaba, e antes de levantar uma hipótese para o caso, eu serei só o pó.
Pois bem, esse período que fecha o nosso ciclo semanal serve para nos dar um novo fôlego, por isso não se prenda as coisas que você tem que fazer na semana seguinte. Embora esteja com trabalho acumulado (porque assim você quis) não deixe de aproveitar ao seu modo esse pause que a vida te dá. Quem fica em casa parado é móvel! (até hoje eu não entendo porque um objeto estático se chama móvel, mas tudo bem). Mexa-se. O tempo passa e você vira uma uva passa. E não há médico e/ou cirurgião plástico no mundo que cure envelhecimento precoce da alma. 

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Educação: ainda resta a esperança

       A cada dia me encanto mais com a profissão que escolhi, embora exista problemas a serem solucionados, coisas a mudar, novos rumos para se tomar...
     Quando me perguntam qual curso eu faço e respondo que é História, o primeiro questionamento é: -Você gosta? Pergunta mais descabida, afinal não sei quem estaria cursando algo do qual não se identificasse, puramente pela facilidade do acesso ou coisa parecida, pois pra mim quem age dessa forma nega a si próprio, afinal ninguém defende um ideal do qual não acredita. O segundo questionamento é ainda mais sem noção e carrega em si uma aura depreciativa: - Vai ser professor? Parece que ser professor é padecer no inferno, é possuir a pior profissão do mundo. Desvalorizada seria o adjetivo mais coerente a ser empregado quando tratamos de educação. A educação com o passar do tempo, perdeu seu significado junto com a escola, embora se precise de um país letrado para que possa ser considerado um lugar desenvolvido o nosso país deixa a desejar no aspecto formativo da sua população. Talvez neste ponto as pessoas vejam a figura do professor como aquele que luta contra a maré, que nada e morre na praia.
    A educação se vê presa a um sistema dúbio, que de um lado precisa de pessoas capacitadas para atuar em vários campos da sociedade e também quer indivíduos que não critiquem os seus métodos, afinal se precisa de uma massa de consumistas, passivos e ignorantes. O professor luta contra tudo isso e nem sempre vence, porque em seu caminho encontra outros como ele que tentaram, se cansaram e se acomodaram e ainda viram para você e diz: - Isso é empolgação de quem saiu da universidade agora! De quem está com disposição! Esses perderam a vontade de serem agentes modificadores do seu meio, de instigarem aos seus alunos a buscarem o novo no mundo e dentro de si próprios, esses estão na educação e não são educadores. 
      A mim e meus colegas resta-nos a força de vontade de ser o diferencial, de não deixar se abater com as dificuldades encontradas, de não ter medo de se reinventar quando não se há uma resposta satisfatória pra'quilo que se quer chegar, de ousar. Ainda resta a esperança de que muitos pensem como nós e façam o mesmo trabalho de beija-flor, tentando apagar o incêndio que corrói estrutura educacional e reaprendendo a amar cada dia aquilo que se faz. 

sábado, 14 de maio de 2011

Tinha que compartilhar aqui



Então, Almitra disse: “Fala-nos do amor.”
E ele ergueu a fronte e olhou para a multidão,
e um silêncio caiu sobre todos, e com uma voz forte, disse:

-Quando o amor vos chamar, segui-o,
Embora seus caminhos sejam agrestes e escarpados;
E quando ele vos envolver com suas asas, cedei-lhe,
Embora a espada oculta na sua plumagem possa ferir-vos;
E quando ele vos falar, acreditai nele,
Embora sua voz possa despedaçar vossos sonhos
Como o vento devasta o jardim.
Pois, da mesma forma que o amor vos coroa,
Assim ele vos crucifica.
E da mesma forma que contribui para vosso crescimento,
Trabalha para vossa queda.
E da mesma forma que alcança vossa altura
E acaricia vossos ramos mais tenros que se embalam ao sol,
Assim também desce até vossas raízes
E as sacode no seu apego à terra.
Como feixes de trigo, ele vos aperta junto ao seu coração.
Ele vos debulha para expor vossa nudez.
Ele vos peneira para libertar-vos das palhas.
Ele vos mói até a extrema brancura.
Ele vos amassa até que vos torneis maleáveis.
Então, ele vos leva ao fogo sagrado e vos transforma
No pão místico do banquete divino.
Todas essas coisas, o amor operará em vós
Para que conheçais os segredos de vossos corações
E, com esse conhecimento,
Vos convertais no pão místico do banquete divino.
Todavia, se no vosso temor,
Procurardes somente a paz do amor e o gozo do amor,
Então seria melhor para vós que cobrísseis vossa nudez
E abandonásseis a eira do amor,
Para entrar num mundo sem estações,
Onde rireis, mas não todos os vossos risos,
E chorareis, mas não todas as vossas lágrimas.
O amor nada dá senão de si próprio
E nada recebe senão de si próprio.
O amor não possui, nem se deixa possuir.
Porque o amor basta-se a si mesmo.
Quando um de vós ama, que não diga:
“Deus está no meu coração”,
Mas que diga antes:
"Eu estou no coração de Deus”.
E não imagineis que possais dirigir o curso do amor,
Pois o amor, se vos achar dignos,
Determinará ele próprio o vosso curso.
O amor não tem outro desejo
Senão o de atingir a sua plenitude.
Se, contudo, amardes e precisardes ter desejos,
Sejam estes os vossos desejos:
De vos diluirdes no amor e serdes como um riacho
Que canta sua melodia para a noite;
De conhecerdes a dor de sentir ternura demasiada;
De ficardes feridos por vossa própria compreensão do amor
E de sangrardes de boa vontade e com alegria;
De acordardes na aurora com o coração alado
E agradecerdes por um novo dia de amor;
De descansardes ao meio-dia
E meditardes sobre o êxtase do amor;
De voltardes para casa à noite com gratidão;
E de adormecerdes com uma prece no coração para o bem-amado,
E nos lábios uma canção de bem-aventurança.


(Extraído do livro O profeta de Kahlil Gibran)

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Redes sociais e as relações pessoais

>> Itabuna, terça-feira, 11 de maio de 2011, episódio de Divã. Namoro na Internet.
>> Itabuna, mesmo dia, um pouco mais tarde, acho um trabalho meu antigo que tem como título Redes Sociais - sociabilização nos limites da internet: um olhar sobre as relações interpessoais  reais e/ou virtuais. (originalmente escrito em setembro de 2009)

Segue aí uma adaptação feita especialmente pro blog do texto acima:


    
 [...] Às vezes os relacionamentos criados nas redes sociais, chats e em outros domínios da rede precisam romper o virtual e tornar-se reais. Só assim, se pode ir mais além das imagens, das palavras e dos sentidos imaginários. Abrir força contra o virtual pode ser muito perigoso, no entanto, para quem vive de uma realidade inventada. No mundo real as coisas se comportam e tomam uma proporção diferente da do mundo virtual. Existe o olhar, os trejeitos ao falar, a emoção colocada nas frases ditas que dá uma conotação e uma reação diferenciada das coisas vistas na tela do computador. No imaginário moldamos as pessoas aos nossos interesses, mas no real elas são o que são, longe dos nossos conceitos formulados.  É daí que surge a decepção. 
Nos decepcionamos porque o que é idealizado é totalmente oposto, muitas vezes, ao que nos é mostrado. Essa decepção imediata é fruto da efemeridade com que tratamos as relações virtuais e espelho da sociedade acelerada e imediatista na qual fazemos parte. [...]
As relações nas redes sociais se restringem ao número de "amigos" que temos, porque esse número denota popularidade. E quem não quer ser popular, bem visto em um mundo de aparências, mesmo que eu tenha que negar a minha própria essência pra ser aceito?
Negar a si em função dos outros é o mesmo que não morar dentro de você, como Adriana Calcanhoto canta na música Metade. Onde eu estou morando? Num mundo virtual, interessante, porém efêmero e superficial, ou no mundo real, em que eu posso sentir num olhar o que as pessoas ao meu redor realmente pensam a meu respeito? 

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Born This Way



Nós já nascemos com uma personalidade isso é fato. E com o tempo, ela vai se moldando de acordo com as nossas vivências pessoais e o meio social que estamos inseridos. Mas existe uma coisa muito além dos moldes e dos conceitos prontos da sociedade. O instinto pessoal de cada um. A vontade de fazer aquilo que ninguém teve coragem de fazer, de mudar paradigmas, de escandalizar, essa é a força que nos move. Existe uma vontade dentro de nós que a de dizer que o modo de viver de cada um é só uma forma de se chegar ao que seria ideal pra si e não pra uma sociedade inteira que não sabe quantas contas temos que pagar no final do mês ou se temos o que comer no almoço. Viver é uma aventura pessoal mesmo que você esteja sempre acompanhado.

Não demonstre sentimentos! É coisa de gente fraca. Espere a pessoa que gosta dar dicas que está na mesma sintonia que você e só assim chegue. Mas espere, seja cauteloso. Você pode se magoar. – é o que diz as carochas desse modelo em desuso.

Esqueça! Faça o que seus instintos mandam!  Você tentou, não foi correspondido e acha que foi ridículo. Relaxe, só o foi por alguns minutos! Se não tivesse feito seria ridículo toda vida, e isso seria muito pior.

Você errou na avaliação! – o professor da matéria mais chata da faculdade te diz isso.

Não é o erro uma forma de se chegar ao “acerto”? Se assim não fosse, não se teria chegado a Penicilina, afinal foi por um erro de Fleming em esquecer em seu laboratório placas com microorganismos que ela foi descoberta.

Você é incrível do seu jeito, não precisa de ninguém pra te dizer o que fazer. Viva! Deus não faz nada errado. Você nasceu assim!

Uma porção de muito

"Sou muito mais do que você rotula
Porque vou de um extremo a outro mais rápido que a velocidade da luz
Isso não me torna bipolar ou diferente
Me faz melhor do que pensa essa gente
e me torna mais próximo daquilo que o poeta produz..."


domingo, 8 de maio de 2011

Mãe

 Quando Deus criou o mundo pensou em alguém que fosse seu colaborador, alguém que fosse capaz de amar como Ele, de entender ofensas, perdoar sem limites e amar sem interesses... foi daí que surgiram as mães...

sábado, 7 de maio de 2011

Vivre sa vie

Ao acordar, mesmo com a cara toda amassada de quem dormiu tarde assistindo as entrevistas do Jô, abro o maior sorriso. Não um sorriso meio sem jeito, mas daqueles que aparecem quase todos os dentes que se tem na boca. Essa é a minha forma de dizer pra aquela senhora chamada tristeza que nessa freguesia ela não vende os seus produtos. Escovo os dentes pensando nas tarefas do dia, cozinhar, estudar, limpar a casa, estudar, planejar aula, estudar, escrever, são minhas novas atividades agora. Mas faço isso com alegria, sem me lamentar das coisas, isso pra não dar nenhuma ousadia ao senhor comodismo. Faço uma playlist com minhas músicas preferidas, desde o arrocha até MPB, passeando entre o samba, o forró e a música internacional e as canto em voz alta quase que gritando com a música. E assim corre o dia... celebrando o que eu tenho de melhor que é a minha vida.

Sair de casa é o que mais gosto. Gosto de ver gente e gosto de ser visto, afinal quem não é visto não é lembrado. Festa? O que seria delas sem mim? A mesma festa! E eu sem elas? NADA. Não me considero festeiro, só frequento quase todos os tipos de festa, desde o show do ano à inauguração de calçamento. Pode ir que eu estarei lá presente. 

Dinheiro? É uma coisa que foge de mim quando me vê! Não sei o que ele tem contra mim. Mas tenho amigos, e de monte, e dizem que é melhor tê-los na praça que dinheiro no bolso. Ainda bem!

Não digo que tenho uma vida digna do Oscar de melhor roteiro adaptado, mas foi essa a que Deus me deu pra viver. E quando no Julgamento for perguntado o que eu fiz dela, da vida confiada a mim saberei responder a altura dizendo que me agarrei as oportunidades que vieram de tal forma que não se sabia o que era eu e a tal oportunidade dada. Não sei se conseguirei o Céu, mas enquanto isso não chega, vou fazendo daqui da Terra o meu próprio céu...


sexta-feira, 6 de maio de 2011

Sobre a santidade na vida cotidiana



Hoje, uma coisa martelava a minha cabeça, que resolvi compartilhar esse turbilhão de idéias nessas breves linhas. Pensando na vida, me defrontei com algo que até pouco tempo parecia tão inatingível para mim. A santidade.
É, pode ser até uma loucura filosófica ou uma questão existencial, mas fico imaginando o porquê das Sagradas Escrituras nos dizer por diversas que é preciso que sejamos santos da mesma forma que Deus é santo.
Primeiro me perguntei, será que podemos ser considerados santos da mesma forma que Deus o É? A partir daí me questionei sobre outras várias coisas que acontecem na nossa vida que nos afasta desse propósito bíblico e cristão. Então, eis que veio a resposta, quase que imediatamente.
As misérias humanas são fruto de uma não-santidade que provém do poder que sempre buscamos ter, do não olhar para baixo quando estamos no topo de nossas vitórias e deixamos que o nosso coração se abra para amargura e para a soberba. De achar que o mundo gravita em torno do nosso umbigo, e de que as pessoas sempre dependerão de nós e nunca nós delas.
Aí para nos destituir da nossa pose, aparecem em meio à riqueza e ao luxo, pessoas que tem em seus corações a pureza e a coragem de abandonar toda a sua situação confortável e ir a busca das pessoas que tanto necessitam, que precisam mais do que alimentos no Natal ou uma oração na Quaresma, pessoas que precisam de amor e de amar. E são essas pessoas que a cada momento nos mostra o que é ser santo, o que é andar rumo à santidade. São criaturas iluminadas por Deus que vem e nos mostram que é possível fazer algo para melhorar o mundo em que vivemos. Poderia aqui citar, Madre Tereza de Calcutá, Irmã Dulce, Francisco de Assis, mas existem tantas Marias, Franciscos, Dulces nesse nosso mundo, não menos importantes que esses aqui falados, que a cada dia enobrece a humanidade e que nos mostra que nem nós não somos um caso perdido.
Nós dizemos por diversas vezes que Deus é injusto, por que uns nascem com muito e outros com nada, no entanto, penso que Ele dá a nós, que temos o muito para o bem, as oportunidades de crescer como filho Dele, estendendo a mão aquele que pouco tem. Em Eclesiástico 2,  fala que o ouro é provado no fogo, e é preciso que nos coloquemos a prova diariamente, colocando pra fora ações, para assim vermos se o presente de que Deus nos dá, que é viver, está sendo usufruído da maneira correta. Pensar na santidade, não é pensar em uma vida em altares de Igreja e sim no altar da vida, ajudando o nosso próximo a subir os degraus rumo à Cristo e a viver uma vida digna em sociedade.



(Escrito originalmente em 09 de março de 2010 como sugestão de tema anual para o Movimento Escalada)
Nunca prometa nada a alguém que você não pode cumprir, porque muitas vezes se criam expectativas em cima de sua promessa e você talvez não esteja pronto para correspondê-la. Pense nisso!

Lá de onde eu venho


Eu venho de uma cidade onde as pessoas se conhecem, interagem umas com as outras, trocam além de experiências de vida as receitas que aprendem na televisão. Eu venho de um lugar onde a rua se parece mais com uma extensão da nossa própria casa tamanho o entrosamento entre os vizinhos, vizinhos estes que mais se parecem com parentes próximos.
Lá de onde eu venho, o orvalho da manhã, o barulho do mar e o canto do sabiá no topo das árvores é o anúncio que mais um dia vai nascer. Anuncia-se pra nós que as crianças têm que ir pra escola, que o leiteiro vai passar daqui a pouco e que a padaria já tem pão quente pra o café.
As pessoas na minha terra andam na rua cumprimentando uns aos outros; bom dia, boa tarde, boa noite é como se um mantra sagrado da amizade que une as pessoas. E por falar em amizade, nessa minha cidade, isso é uma coisa séria. É muito mais que conversa de MSN, do que ser amigo de alguém no Facebook ou no Orkut, afinal muita gente que você nessas redes sociais nem falam com você direito na rua. Meus conterrâneos percebem a amizade de uma forma diferente. Primeiro, eles perceberam que pra ser realmente amigo de alguém é preciso quem é, embora seja difícil se mostrar quem é realmente nessa sociedade em que vivemos na qual as máscaras se sobrepõe umas as outras e nem se sabe mais o que é máscara e o que é você de verdade, mesmo assim o povo lá de onde eu venho conseguem ser a diferença. Eles não têm medo de serem rotulados por ser o que são, porque entenderam que certos rótulos são necessários para a identificação de um produto. Lembram-se quando a KUAT, mudou a embalagem e tiveram que anunciar o que tinham feito pra não evitar que o povo migrasse pra o guaraná concorrente? Pois é, nem sempre temos a oportunidade de anunciar ao grande público que nós somos muito além dos julgamentos prévios de alguém, somos algo muito maior.
Nós na minha terra temos duas escolas. A escola que aprendemos a ler e conhecer o mundo e a que aprendemos a conhecer a nós mesmos. Nessa última, os professores são os nossos avós que sentam conosco, quando pequenos, no passeio de casa e que entre um bago de tangerina, um aceno pro vizinho e uma olhada na vida alheia nos ensina sobre a vida. Aprendemos que é amar é uma coisa que acontece de dentro pra fora, que um EU TE AMO é muito sério pra ser dito pra qualquer pessoa em um SMS no celular. Aprendemos que família é uma coisa sagrada e é pra onde a gente corre quando quebramos a cara, aprendemos ainda que o conhecimento que adquirimos na primeira escola é a única riqueza que ninguém pode roubar de nós.
Às vezes sinto saudade de lá de onde eu vim. De ir à praia e tomar banho de mar sem se preocupar com nada, de ouvir o sino tocar às 6 da tarde nos convidando para a missa, de sentar na praça e ver as folhas caindo e formando tapete verde. São tantas lembranças... Mas eu sei que é conservando essas lembranças que eu consigo ser feliz...


 Outono de 2011

Amor...



Se colocarmos para pesquisar no Google, famoso site de buscas, a palavra AMOR, ele nos dá em 0,11 segundos cerca de 153 milhões de resultados. Podem pesquisar em casa, e quando forem ver, se depararão com a crescente desse número. Pois bem, qual a razão dessa palavra ser tão procurada? Qual o motivo de se haver tanta gente interessada em escrever algo a respeito dessa palavra de 04 LETRAS? 04 LETRAS... Minha avó sempre me dizia que é nos pequenos frascos que se encontram os mais deliciosos perfumes, pois é nesta pequena palavra que encontramos o grande significado da nossa existência, quem sabe o único motivo dela, que é o amor.
O amor pelos pais, pelo trabalho, pelos amigos, e também por aquela pessoa que só de passar do outro lado da rua distraída faz com que o nosso coração bata mais forte. O amor é aquele fogo que arde sem se ver, aquela ferida que dói e não se sente como já dizia Camões. O amor é paciente, o amor é prestativo, é aquele que não é invejoso, não é arrogante nem orgulhoso, nada faz de inconveniente, não procura o seu próprio interesse, não se irrita nem guarda ressentimento. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. É aquele que jamais passará como diz Paulo em sua carta aos Coríntios.
Por e pelo amor nós somos capazes de fazer as maiores loucuras da nossa vida, por que é o amor que nos dá o verdadeiro significado para viver. Por amor ao nosso trabalho, muitas vezes suportamos ficar sem receber o nosso salário. Por amor aos nossos pais, sempre voltamos a casa deles pra fazer aquela visita especial. Por amor aos nossos filhos, brigamos, xingamos e renunciamos a nós mesmos para poder vê-los felizes. Por amor aos nossos amigos, assinamos a lista de presença da faculdade no lugar deles só para que eles não sejam prejudicados, emprestamos dinheiro mesmo não tendo, compartilhamos sonhos, vitórias, ilusões. Por amor a pessoa que faz nosso coração bater mais forte nós renunciamos a nós mesmos em função do outro.
E eu abestalhado da vida ainda me pergunto o porquê dessa palavra ser tão procurada, ser tão dita, ser tão usual. Porque mesmo a descrevendo, mesmo tentando buscar uma definição, ela precisa mais que isso... Essa palavra precisa ser sentida.
Sentida a cada momento, em cada lugar, por cada pessoa. Por isso sinta a cada dia o amor, viva ele e o faça uma eterna celebração. A grande celebração do Amor. 


Escrita em 13 de novembro de 2010